domingo, 31 de outubro de 2010

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

marca

escrevo porque cada letra estará
tal qual está agora
e a cadência em minha memória
se fará a cada segundo
que no meu mundo sem história
não há poesia no poeta da hora

sábado, 4 de setembro de 2010

influências

esqueci cada filme que não vi
queimei cada livro que não li
e cada discurso emotivo
que não ouvi
se esvaiu

e então cada letra que escrevi
cada palavra que falei
cada som que imaginei
já eram como eu.

repetições diárias de um dia que nem existe
nem mesmo existe daquilo que faz o dia

já esqueci que horas são

sábado, 31 de julho de 2010

p lados

a vergonha de, nu, ver como a alma mente
o medo de, nua, vê-la como gente
maternamente puta

mas..
como é mesmo meu nome?

terça-feira, 13 de julho de 2010

quanto + escrevo - significo

cada palavra restringe
torna lógico o que é mágico
mas cada coisa só existe
no seu restrito significado

e que escolha eu tenho
ao esquecer de cada coisa
ontem já não é mais dia
coisa já não é nem coisa
já não é nem nada
porque nada ainda tem nome

pois
quanto - escrevo - existo

terça-feira, 22 de junho de 2010

tv moderna

canal 91 - canal 92
canal 81 - canal 82
canal 71 - canal 72
canal 61 - canal 62
canal 51 - canal 52
canal 41 - canal 42
canal 31 - canal 32
canal 21 - canal 22
canal 11 - canal 12
sai e entra artista de tv

terça-feira, 15 de junho de 2010

o álbum

não quero imagens cotidianas
não quero fotografias famosas
não quero cenas imóveis
só algum html que me remeta ao passado

domingo, 13 de junho de 2010

a essência

a essência do homem é que ele cria.
adquire, transforma e transmite.

por isso me resguardo
à inessência humana
de não ser receptáculo
de não ser cultura
de não ler
e de esqueser

mas isso também é humano

terça-feira, 8 de junho de 2010

tinta

imagina se minha caneta fosse branca







imagina se minha mente fosse branca


tudo em minha cabeça me escapa aos olhos
então, do que lembraria?

terça-feira, 25 de maio de 2010

conheci um pintor

um senhor muito
distinto,
encapuzado, vestido até os dentes
era o frio
dedos cobertos
para evitar de se sujar
de tinta

chegou bem perto,
cabeça baixa
introspectivo
sacou seu instrumento
brilhante!
apertou o gatilho
na direção que me atingiu

e, pintado de vermelho
sucumbi a um cavalheiro
com um tanto mais de talento
que esse mero escritor

caí ensanguentado
morri.
não era eu sobre o mundo
era a tinta que me cobria ao túmulo

terça-feira, 11 de maio de 2010

teste da faca

sinto!
minhalma . saiu de mim
e no lugar só ficou o vaz o
bem no meio do estômago
sugando tudo
me sugando por dentro
pro n_da
meimplodindo

era o mundo intransigente à realidade proposta por mim

quarta-feira, 28 de abril de 2010

sobre o cosmos e eu

não existe isso de mim mesmo
não existe isso de esquecer

não existe isso de se lembrar!



existo e basta
casta de movimento
comer gasta
e a faca rasga



o que sou não existe
caderno gasto e reescrito
queimo sem ler
e transformado em cinzas, minto

quarta-feira, 21 de abril de 2010

planos

quando se é não-coisa
quanta coisa não se torna?

quando se é não-coisa
quanta coisa não se torna.

quando se é não-coisa
cada coisa se torna outras

quando se é não-coisa
cada coisa não se torna

sábado, 10 de abril de 2010

notas

às vezes me sinto poeta
às vezes me minto músico
a lenta letra quem faz sou eu
a melodia quem dá
é o vento

domingo, 28 de março de 2010

adrenalina

[receber emoção não depende de alguém experiente naquilo que faz
mas sim de acompanhar aquele que] desconhece como
como

minha garota
me pedindo carona
eu nesta moto
que não sei guiar

só sei a soma morta
morta

masomedoemminhasentranhas devora o medo a morte a garota a moto a vida o dia
e vomita medo
e vomita cedo
e vomita meu e seu
e vomita eu
digerido, digirindo
não me lembro do farol as cores e só espero o crash

segunda-feira, 22 de março de 2010

fade in, scram

abro meus olhos e não reconnheço a janela
o ar depois dela, nem mesmo sei aquilo que vem depois
não quero que vente, só querO que sou
fechO que posso
20 dedos
1 pinto
2 metades de nariz
pés, pernas, coxas, bundas, barriga, costas, peito, mamilos, ombros, braços, mãos, 20 unhas

fecho os olhos
pêlo, pele, porra
doce, azedo, salgado
suave, áspero, seco
cheiro, cheiros

fechO que posso
sou nada
sou todo novo, recém feito

paro que o que serei vem junto à brisa e os raios queimantes

domingo, 21 de março de 2010

furei o bucho do céu

e seu sangue azul
ao passar pela carne pulsante dum homem
se transforma
se torna
se forma verde
verde: de musgo, terra
de cura de toda aquela imensidão
calmaria infinita
daquela paz
curado. sangue esverdeado
pela matéria humana primitiva
pensante de si
errante
vermelha

domingo, 14 de março de 2010

gramática

se um dia ela muda eu tô ferrado
porque daí eu aprendi ou foi tudo decorado



mas, me permitindo dizer,eu consigo me entender

terça-feira, 2 de março de 2010

porenquanto

tranquilo
como que nunca me preocupei com coisa alguma
e só existe eu
só elogio o espelho
e só transo comigo

até que bateram na porta.

segunda-feira, 1 de março de 2010

caminhada

Não sei se sou eu ou são os outros
mas toda vez que passo na rua
é um mendigo diferente

não lembro se é

isso mesmo

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

sobre este dia

às vezes penso
_ a cor deforma
às vezes peso
_ desforma queé cor
mas e às vezes

_ nem isso
_ nada disso

sábado, 23 de janeiro de 2010

Poético ocitèoP

arietnorf ad mamixorpa es satnelubrut saugà ,ohnimac osoutrot
e

c
a
e
m

em pedras brancas.



aièrraiD_